"Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos" Tg 1:22

domingo, 17 de abril de 2011

Promessas




"Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção." Gn 12:1,2

Deus tinha uma promessa para Abraão, que nessa época se chamava ainda Abrão. A promessa é que ele seria o pai de uma grande nação, que ele seria abençoado, e que o seu nome seria engrandecido. Se ficássemos apenas nessa parte, seria muito fácil, mas antes da promessa, existia uma ordem, que era ele sair de onde estava, de perto de seus parentes e de seus pais, e iria para um lugar que Deus iria mostrar, o qual, ele não sabia onde era. O autor de Hebreus disse: "Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia." Hb 11:8. Podemos aí perceber duas características fundamentais de Abraão: Fé e obediêcia.
Ele teve fé, porque confiou em Deus, de que o lugar que Ele lhe levaria seria bom, e de que as promessas seriam cumpridas. Nós temos a necessidade de ter as nossas vidas sob o nosso controle. É muito difícil nós fecharmos os olhos e deixar alguém nos guiar, sem sabermos para onde. Deus não disse: sai de sua terra, e vai para a cidade tal, que lá você vai ter uma casa, que vai ter um grande espaço para você criar animais, ter sua fonte de renda e de alimento, a cidade é muito boa e bem localizada, e etc. Não, Deus disse, vai e eu te mostrarei o caminho. E Abraão confiou em Deus, teve fé. 
Abraão foi obediente, porque ele cumpriu o que Deus lhe pediu. Ele não disse: Senhor, vamos negociar... eu posso ficar aqui onde eu já estou, muito bem instalado, teria meus filhos aqui com Sara, estaríamos perto da nossa família, qualquer coisa que a gente precisar temos meus pais pra ficar com os meninos, nos ajudar a cuidar..e eu posso ser o pai da nação por aqui mesmo. Mas não...ele fez o que Deus o pediu. 
Deus tem promessas para nós...para a minha vida, para a sua...Algumas vezes, quando menos esperamos, Ele nos abençoa, mas outras vezes, Ele exige de nós alguma atitude de obediência, de mudança para que essas promessas se concretizem na nossa vida. Ás vezes esperamos uma atitude de Deus, mas não pensamos se Ele está esperando alguma atitude nossa. Seguir a Deus não é um relacionamento unilateral, em que ficamos só recebendo, sem nos preocupar como que devemos fazer. E com isso, Deus vai moldando o nosso caráter. Eu já passei por algumas experiências de obedecer a Deus dessa forma, e posso lhe contar, que valeu muito a pena.
Procure ter um relacionamento de intimidade com Deus, de oração, leitura da palavra, pois se existe uma  promessa do Senhor, que você ainda não recebeu, é porque Ele pode estar dizendo: "Sai de tua terra", e você pode não estar escutando, ou resistindo a obedecer. Ele pode estar pedindo que você deixe de fazer algo que o desagrada, que perdoe aquela pessoa que lhe fez mal, que leia mais a sua palavra, que ajude alguma pessoa... É algo que é específico para cada pessoa, mas que você pode sentir em seu coração.
" Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não endureçais o vosso coração..." Hb3:7-8

sábado, 19 de março de 2011

O fariseu e o publicano





"Dois homens subiram ao templo para orar; um fariseu, e o outro publicano. O fariseu, de pé, assim orava consigo mesmo: ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda com este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto ganho. Mas o publicano, estando em pé de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ó Deus, sê propício a mim, o pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado." Lc 18:10-14


      Esta foi uma parábola contada por Jesus aos seus discípulos. Ela fala sobre dois homens: um fariseu e um publicano. Os fariseus eram homens religiosos daquela época. Eles procuravam cumprir a lei, e além disso acrescentavam coisas à lei, as quais eram quase impossível de se cumprir. Eles queriam mostrar a todos, como eles eram santos, pois quando jejuavam queriam mostrar a todos sua aparência abatida e quando oravam na rua, faziam isso em voz alta, pra todo mundo escutar. Com isso, a sociedade tinha a visão de que eles eram pessoas muito íntimas com Deus, e eles eram muito respeitados por isso, eram um exemplo para todos.  Os publicanos, por sua vez, eram odiados pela sociedade, pois eles  cobravam impostos dos judeus para os romanos, e eram vistos por todos como pecadores.
       
  Estes dois homens chegaram para orar, mas foi aí que eles revelaram verdadeiramente quem eram: o fariseu, cheio de si, achava-se muito bom...só faltou parabenizar a Deus por ter um servo como ele. Já o publicano, ao se encontrar com Deus, reconheceu a sua natureza pecaminosa, e pediu perdão a Deus. Inclusive, não se achava nem no direito de olhar para cima, e batia no peito, como uma expressão de humilhação. Agora a pergunta...De qual dos dois Deus se agradou mais?? 
    
    Apesar de essa história ter acontecido há muito tempo, podemos encontrar ainda fariseus e publicanos em nossas igrejas. Existem pessoas que vivem uma vida completamente de aparência, enganando os outros, e inclusive a si mesmos, pois o fariseu realmente acreditava que estava certo. Quem seriam esses tipos de pessoas? São aquelas que nunca aparecem na igreja? Não necessariamente. Muitas vezes eles estão sentados nos bancos da igreja todo domingo, e até exercem atividades na igreja, procurando viver cada vez mais a sua religiosidade. Têm a sua religião como se fosse um título que tivessem comprado, que dá direito a um ticket de entrada pro céu. Mas qual é o erro dessas pessoas? É errado participar das atividades da igreja, e ter uma religião? Não! De forma alguma. O errado é frequentar a igreja, participar muitas vezes do louvor, das sociedades internas, do grupo de teatro, das reuniões de oração, mas porém, sem  se arrepender dos seus pecados. 
    
A pessoa de quem Deus se agradou naquele dia foi o pulicano, pois ele se arrependeu (e provavelmente procurou não viver mais da forma que vivia antes). O encontro com Deus deve gerar transformação. Não existe essa de dizer que vive com Deus, mas continuar fazendo as mesmas coisas de antes de O conhecer. Jesus disse: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a vida por minha causa, este a salvará. Pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder a sua alma?" Lc 9: 23-25.

    Irmão, Jesus é muito claro em suas palavras, aquele que o segue deve negar-se a si mesmo. E o que significa isso? Significa a pessoa não fazer uma coisa, mesmo que goste, porque desagrada a Deus; e fazer alguma coisa, mesmo que não queira, porque agrada a Deus. É fácil? Não! Mas quem disse que ser cristão é fácil? Ser religioso, sim, mas seguir a Cristo verdadeiramente, não! 

     Devemos refletir sempre:quantas coisas na nossa vida temos feito, ou deixado de fazer, sem se perguntar: "Qual é a opinião de Deus sobre isso?". Nós podemos enganar a outras pessoas, e até a nós mesmos..mas a Deus sabe o que se passa em nosso coração, mas da mesma forma em que Ele perdoou o publicano naquele momento, Ele está pronto a nos perdoar sempre, mas devemos procurar, cada vez mais viver da maneira que o agrade.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Águas vivas





Certo dia, Jesus encontrou uma mulher que estava pegando água em um poço, e Ele lhe disse o seguinte: "Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna". ( Jo 4:13-14).


A sede faz parte do nosso cotidiano. A gente bebe água de manhã quando acorda, e daqui a poucas horas sentimos sede novamente. Nosso corpo precisa de uma certa quantidade de água, a qual, vai diminuindo com o metabolismo do corpo, e precisamos repor para que o nosso corpo possa trabalhar direito. Você já pensou como seria se existisse uma àgua que a gente tomasse, e nunca mais precisasse tomar outra, porque ela já seria suficiente para suprir toda a quantidade de àgua que iremos precisar por toda a vida? Pessoas não morreriam mais de sede, você poderia praticar esportes por um tempão, e não precisaria beber àgua! Apesar de que nunca vai existir este tipo de àgua para o nosso corpo, ela existe para o nosso espírito!

Nosso espírito também tem sede, você não sabia?? Sendo que ela relacionada com as nossas necessidades pessoais, que são muitas e variam de pessoa pra pessoa. Cada um tem as suas necessidades, mas se tem algo que todos precisam é de felicidade. Existem várias fontes que oferecem a água para a felicidade. Porém a àgua oferecida por essas fontes simplismente acabam com o tempo. Por exemplo... uma pessoa está triste e compra algo para se alegrar, mas depois que aquilo deixa de ser novidade, ela fica triste novamente, e tem que comprar outra coisa. Outra pessoa está com algum problema e bebe pra esquecer, mas quando passa o efeito, a preocupação volta. Algumas pessoas também colocam a razão da sua felicidade em outras pessoas, mas os relacionamentos não são perfeitos, e nas crises, a felicidade vai embora, e a tristeza assume o lugar. Isso acontece porque essas coisas combatem apenas os sintomas, e não a doença. Em outras palavras, elas nos dão uma alegria momentânea, e não a felicidade. Quem procura a felicidade nas fontes erradas, pensa assim: se eu tiver tal coisa, eu vou ser feliz...ou então: eu não sou feliz porque falta isso em minha vida... mas quando conseguem a tal coisa desejada, vêm que conseguiu aquilo, mas não a felicidade.

Jesus nos promete algo diferente.... uma água que se você beber, nunca mais terá sede! Ele nos oferece uma fonte que estará dentro de nós, e dela vai fluir um rio de águas vivas. Não que teremos que deixar de comprar as coisas que gostamos, de sair com nossos amigos, de ter um relacionamento, de sonhar....mas a diferença é que não colocaremos nas coisas, nas pessoas e nas circunstâncias a razão da nossa felicidade, e sim a vida que temos com Cristo.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Jesus, meu super-herói!?





Certo dia, eu estava lendo um fórum sobre fé, e uma menina fez o seguinte comentário: "eu não acredito em Deus, porque quando eu precisei, ele não me ajudou". Isto me fez pensar sobre a maneira que as pessoas se relacionam com Deus, e cheguei à conclusão de que as pessoas não querem um Deus, elas querem um super-herói. Muitas pessoas passam 365 dias por ano, 24 horas por dia, durante toda a sua vida sem pensar em nenhum minuto em Deus, até que os problemas aparecem, e então elas dão o grito de socorro, e esperam que Deus saia das nuvens com seus super-poderes, para
livra-las daquela situação. E se Deus não lhes dá naquele exato momento o que elas querem, ele não existe.
  Se pararmos para pensar um pouco, veremos que Deus é muito diferente de um super-herói, e também, que muitas vezes nos portamos como as pessoas que acreditam num Deus super-heroi. Mas sempre nós, ou alguém que conhecemos agir desta maneira, poderemos nos lembrar de diferenças básicas entre Deus e um super-herói:

1. Identidade secreta: Todo super herói tem uma identidade secreta, e faz de tudo para escondê-la das pessoas. Deus não tem identidade secreta, pelo contrário, Ele quer que nós cada vez mais possamos conhecê-lo. Oséias 6:3 diz o seguinte: "Então conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor". O conhecimento sobre Deus nos podemos ter através da sua palavra: a Bíblia.

2. Relacionamento: Justamente para manter a sua identidade em segredo, o super-herói evita qualquer tipo de relacionamento com elas. Deus, ao contrário, quer que a gente cada vez mais esteja perto dele, Ele de nós, como é dito em Tiago 4:8: "Chegai-vos a Deus, e Ele se chegará a vós". O nosso relacionamento com Deus vem pela oração, pois nela a gente fala com Ele, e podemos ver Ele falando conosco.

3. Conhecimento: O super-herói, por não manter um relacionamento com as pessoas que Ele salva, não sabe nada sobre ela, nem nome, onde mora, o que sente..a não ser que Ele esteja apaixonado por ela, como é o caso do homem aranha e Mary Jane. Deus nos conhece profundamente, e sabe coisas de nós, que nem mesmo sabemos. No salmo 139 (que vale a pena ser lido todo) há versículos que nos mostram isso: "Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos. Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos te são bem conhecidos. Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor."

4. Amor: Por não nos conhecer, não ter um relacionamento conosco, um super-herói não pode nos amar, mas Deus nos ama. Nos ama tanto, que deu a vida do seu filho para que pudéssemos estar perto dele. "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."

Não se contente em ter um super-herói, não pense que podemos viver a nossa vida sem orar, ler a bíblia, se relacionar com Deus, pensar a opiniao Dele sobre nossos atos, nossos desejos, falar com Ele sobre nossos medos, nossos sonhos, nossas alegrias e conquitas. Deus quer fazer parte da sua vida!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O homem mau



Sabe quando às vezes, nós fazemos alguma coisa má, e não entendemos o por quê? Sabe quando a gente pensa mal sobre algo ou alguma pessoa, mesmo sem querer pensar naquilo? Sabe quando a gente passa por um mendigo, que está passando fome, e não nos comovemos com aquilo? Sabe quando não queremos ir para a igreja, nem orar, nem ler a bíblia, ou pecamos sabendo o que estamos fazendo? Você já pensou por que estas coisas acontecem? A resposta é esta apresentada neste vídeo: porque somos maus. MAs aí você pode estar se perguntando: "mas se eu sou mau, porque também faço coisas boas?" Isso acontece porque a nossa carne é má, mas em nosso epírito, Deus permite que façamos coisas boas, que amemos uns aos outros, amemos a Ele e o busquemos. Mesmo que uma pessoa não creia em Deus, ela é capaz de fazer essas coisas porque Deus a permite, através do que chamamos de graça comum. Mas para que possamos cada vez mais viver longe desse nosso caráter mau, é uma batalha diária, e podemos seguir o que o autor deste texto, também autor da série " As crônicas de Nárnia" nos diz:

"Nenhum homem sabe quão mau ele é, até que ele tenha tentado de toda maneira ser bom. Uma idéia tola, mas muito atual é que as pessoas boas não conhecem o significado ou não passam por tentações. Isto é uma mentira óbvia. Só aqueles que tentam resistir a tentação, sabem quão forte ela é. Afinal de contas, você descobre a força do exército inimigo lutando contra ele, não cedendo a ele. Você descobre a força de um vento, tentando caminhar contra ele, não se deitando ao chão. Um homem que cede ante a tentação depois de cinco minutos, simplesmente não sabe o que teria acontecido se tivesse esperado uma hora. Esta é a razão pela qual as pessoas ruins, de certa forma, sabem muito pouco sobre sua maldade. Elas viveram uma vida abrigada por estarem sempre cedendo. Nós nunca descobrimos a força do impulso mal dentro de nós, até que nós tentamos lutar contra ele: e Cristo, porque Ele foi o único homem que nunca se rendeu a tentação, também é o único homem que conhece completamente o que tentação significa–o único realista no total sentido da palavra”.

Texto de C. S. Lewis

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Novo ano




"Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda." Mt 7:24-27

     Estamos encerrando mais um ano...e esta é uma época de grandes reflexões, sobre o que fizemos este ano, o que deixamos de fazer, e quais são os nossos planos para o ano que vem. Se você pensar bem..é apenas um dia, que se transforma em outro, mas é como se fosse mais uma página virada na nossa vida. Enchemos nosso coração de esperança, de que o ano que vem vai ser melhor, as coisas vão mudar, tudo em busca da felicidade.
      Este texto fala de dois homens que construiram suas casas. Nesta parábola, a casa pode ser comparada à nossa vida. Aos poucos, vamos colocando na nossa casa as coisas que são importantes para nós. Lá tem um cantinho para tudo: tem um quarto feito  para aquelas pessoas que amamos, que são nossos amigos, nossa família, e outros conhecidos. Tem também o quarto dos sonhos, com muitos armários, e várias prateleiras, onde organizamos por ordem de prioridade. Na cozinha, guardamos as experiências, com seus ingredientes, e as receitas anotadas, de vez em quando criamos uma nova receita. Tem também o jardim dos relacionamentos, que é onde recebemos as visitas, e aí decidimos se deixamos elas entrarem, e fazer parte da nossa casa. Ás vezes, colocamos uma decoração nova, jogamos fora as que já estão ultrapassadas.
     Ah, também não podemos esquecer que as paredes são feitas de tijolinhos dos conceitos, que são as coisas que achamos certas ou erradas. De vez em quando, fazemos uma reforma, derrubamos uma parede, mas não tem problema, pois no lugar construimos outra rapidinho!! Pois é, se formos comparar a nossa vida com uma casa, ela seria mais ou menos assim, com vários cômodos, cada um representando um pedacinho de nós. 
     Como toda casa, ela deve estar firmada em alguma base. Muitas vezes pensamos tanto só na casa, que esquecemos de pensar onde vamos contruí-la. A parábola nos apresenta dois tipos apenas de fundamento para a nossa casa: a rocha e a areia. A primeira é quando ouvimos os ensinamentos de Deus, e praticamos, e a areia é quando ouvimos e não praticamos. Daí podemos tirar dois ensinamentos muito importantes: o primeiro é que não existem outros fundamentos: ou você está a areia, ou na rocha - ou você está com Deus, ou não está. O segundo ensinameto é que não adianta só ouvir a paravra, ela deve ser praticada, deve ser vivida.
     Além disso, Jesus nos fala que sobre essas casas vieram a chuva, os rios, e o vento: sobre as duas casas!!  Algumas pessoas hoje pregam o "venha pra Jesus e pare de sofrer", ou dizem que se a gente passa por alguma coisa ruim na nossa vida, é porque não estamos firmes com Deus. Esses pensamentos também passam na nossa cabeça, pensamos que se sofremos é porque Deus não se importa conosco. Isso não é verdade, esse texto nos mostra que coisas ruins acontecem com quem está com Deus. e com quem não está. Em Mt 5:45 diz "Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.".
    Sendo assim...qual é então a vantagem de estar com Deus?? A resposta podemos encontrar na parábola, mais à frente, quando ele diz que a casa firmada sobre a rocha não se abalou, e que foi grande a queda da casa firmada sobre a areia. Nos momentos difíceis, Deus está conosco, nos sustentando, nos consolando, nos fazendo aprender, cuidando de nós.
     Que nesse novo ano, possamos estar mais preocupados com o fundamento da nossa vida. Isso não nos impede de sonhar, de fazer planos, de ter metas e objetivos, mas que o nosso principal objetivo seja cada vez mais estarmos ouvindo e praticando a palavra de Deus.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Felicidade






     Nosso tempo de vida é uito efêmero para que alguém carregue consigo esta triste contastação: não sou feliz. Tal experiência negativa é uma agresão à natureza humana. Por outro lado, ninguém pense que a felicidade seha sinônmo de uma vida sem problemas. Isso é devaneio. Ingenuidade. A existência não é um conto de fadas, onde não faltam as bruxas. 
     Felicidade é um estado de espírito. É paz interior. É alegria de viver com alegria. É uma experiência que não se descreve; sente-se e sabe-se que é verdadeira, pela certeza e dem estar da alma. É como um sonho! Um sonho possível...
     A existência pode ser comparada a uma gangorra. Ela vai se ajustando aos altos e baixos. A vida é uma sucessão de movimentos que se alternam nas subidas e descidas, sem parar. O segredo está no ponto de equilíbrio entre os doism movimentos. Ser feliz é encontrar esse equilíbrio sem pular fa gangorra. 
     Felicidade é, pois, um desafio que se renova à cada instante. É a nostalgia que alegra o sonho persistente, entre os altos e baixos inevitáveis da vida. Logo, felicidade não é apenas sensação, é sabedoria somada com reflexão e sensibilidade. É sonhar com os pés no chão. 
     Ninguém tem imunidade contra dor e provações. Só os ingênuos imaginam-se num eterno Éden. Não somos anjos; mas, Adão e Eva, caídos. O paraíso ficou vulnerável. No entanto, uma coisa é chorar, outra é viver chorando. A tristeza pode ser um momento da existência mas não deve estender-se por toda a vida. Há ocasiões nas quais o sofrimento é inevitavel - é a gangorra em baixo - ainda assim, não podemos aceitá-lo como companheiro eterno. Em um dos seus mais belos poemas de vida, a Bíblia proclama: "o pranto pode durar um noite, mas a legria vem pela manhã". É a gangorra subindo outra vez. É a felicidade de volta. 
     A felicidade é possívl porque é um sonho que não se acaba; se repete! Ela vai além do sonho, para converter-se em projeto de Deus, que quer ver o homem feliz. Sim, Ele quer nos ver felizes; plenamente felizes! Por isso, o Senhor não nos prometeu apenas momentos de felicidade, mas uma eternidade! Aí o que se sonhava converteu-se em realidade... 
A gangorra acabou!!!
     Por enquanto tudo é como um sonho. Um sonho necessário. É por isso que vale a pena viver, pois ninguém vive sem snhar. De preferência, sonhar com os pés no chão.


Texto extraído do boletim da Primeira Igreja Batista de João Pessoa

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Meninos



"...Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.” Ef. 4:12-14


    Este vídeo mostra uma criança que, movida pela curiosidade, entra em uma loja porque viu um boneco igual a ele. Muitos são os sinais de que entrar e permanecer naquela loja não seria uma boa idéia: A janela, que parecia um monstro, a porta fechada, que depois misteriosamente se abre, os olhos dos bonecos se mexendo, e o bonequinho da bicicleta, que tenta desesperadamente sair dali. Porém, ele ignora tudo isso, e prossegue em busca do seu objetivo.  E por isso, ele acaba preso e dominado pelo seu próprio desejo.
    Muitas vezes, nós agimos semelhantemente a essa criança: trilhamos por caminhos que aparentemente aos nossos olhos parecem bons, não achamos que aquilo ali vai nos trazer algum mal, e ignoramos os sinais que Deus nos dá, como o conselho de um amigo, uma palavra do pastor, um versículo da bíblia... Neste momento, o que não estamos percebendo, é que aos poucos vamos nos afastando de Deus, e podemos acabar presos, escravos desse pecado.    “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte. ” pv 14:12
    Em nossa vida, sempre buscamos por respostas, e coisas que nos satisfaçam, mas como saber o que fazer? Em que acreditar? O texto de Efésios fala que devemos buscar cada vez mais aprender sobre a palavra do Senhor, e não somente isso, mas vive-la, para que não sejamos como crianças, que acreditam em tudo o que se fala, que não percebem as conseqüências dos seus atos, que são movidos pelo desejo de conquistar aquilo que, para eles, parece ser o bom. O mundo também vai tentar nos convencer a fazermos coisas que vão satisfazer a nossa carne, mas que não são a vontade de Deus para as nossas vidas, e ele faz isso através de um programa de TV que assistimos,  de uma conversa com alguém, ou até mesmo através de nossos pensamentos.Porém, quando isso acontecer, se tivermos o conhecimento da palavra do Senhor, teremos o amadurecimento espiritual necessário para dizer: isso não é o que eu devo fazer.